RESUMO DA SEMANA – 08 a 12/01

PERSPECTIVAS

Continuamos identificando que existem dois vetores maiores definidores da tendência dos mercados de risco no cenário local. O primeiro representado pelo julgamento de Lula no TRF-4 e o outro pelo encaminhamento da reforma da Previdência. Quanto a Lula, aparentemente a decisão se encaminha para um placar de 3×0 e isso poderia provocar uma outra alta na B3, descontada parte já antecipada. Com isso, teríamos o processo eleitoral mais limpo e a disputa um pouco mais lisa e menos polarizada.

A reforma da Previdência tem como empecilho o próprio processo eleitoral, mas a derrota de Lula pelo placar citado poderia facilitar um pouco, função da adesão e aproximação de Temer com políticos do norte e nordeste. De qualquer forma, a antecipação do processo eleitoral dificulta e dispersa mais a votação. Temos agora o fator novo das agências de risco que podem ajudar a emplacar reformas e medidas. Porém, o próximo presidente eleito, teria obrigatoriamente que fazer reformas ainda mais profunda, e em muitas áreas.

Quanto ao cenário externo, exceto pelas discussões ao redor do NAFTA, onde os EUA podem sair do acordo, o ambiente econômico global segue cada vez mais propicio à assunção de maior risco pelos gestores de recursos. Na nossa visão, permanecendo esse ambiente, o reposicionamento de carteias está somente no início. Haveria ainda espaço para novas altas, mas num quadro de volatilidade. Ocorre que os fluxos canalizados têm que serem crescentes para suportar realizações de lucros recentes.

Citamos ainda que o risco geopolítico ficou reduzido pelo melhor entendimento entre as Coreias (Norte e Sul). Há ainda o risco renovado da região da Catalunha e movimento separatista, reforçado pela declaração de apoio dos partidos ao ex-presidente destituído Puigdemont. Mas Angela Merkel parece ter conseguido formar coalizão para governar.

Pela análise técnica teríamos que voltar a superar o patamar de 79400 pontos, para buscar em seguida 80000 pontos e em seguida 81500 pontos. Somos de opinião que o quadro é mais favorável para altas que baixa, mas não deveríamos perder o patamar de 77000 pontos, sob pena de precipitar mais.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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