Após críticas, loja on-line proíbe jogo sobre estupro de mulheres

Em 2019, a Steam alcançou a marca mensal de 90 milhoes de usuários. O sucesso não enconde as polêmicas. Após uma chuva de críticas a Valve, dona da plataforma Steam, a empresa decidiu banir o controverso jogo “Rape Day”. O game, previsto para ser lançado em abril, é basicamente sobre agressões e estupros de mulheres.

Na descrição, os desenvolvedores afirmam que o jogo se passa durante um apocalipse zumbi, e o personagem principal é o estuprador mais perigoso da cidade, e em cena ele é livre para cometer crimes tanto de assédio verbal, como matar ou estuprar.  “assediar verbalmente, matar e estuprar” mulheres que encontrar pela frente.

A Valve no mercado passou a ser reconhecida por não ser tão restritiva para publicar um jogo. Isso aconteceu depois de retirar um game sobre massacres em escolas. A política da plataforma é reconhecida por permitir tudo com exceção do que afirmam ser ilegal ou para enganar jogadores.

Valve won't sell sexual-assualt game 'Rape Day' on Steam - TechSpot
Fonte: (Reprodução/Internet)

Dessa forma, alega a companhia, a decisão sobre o que deve ou não ser consumido fica nas mãos dos usuários. Saiba mais detalhes da história.

Streaming de jogos e a viralização

O mundo gamer é um dos universos da tecnologia que mais atrai jovens, adultos e pessoas de todas as idades. O crescimento de plataformas de streaming, páginas dedicadas a lives de todos os tipos de jogos, só comprova o sucesso desses produtos.

Em relatório anual realizado pela StreamElements e pelo Arsenal.gg, mostrou na pesquisa State of the Streaming de 2019, que no ano os usuário passaram 12,7 bilhões de horas em plataformas de streaming de jogos, como a Steam. Contudo, a campeã de views foi a Twitch, com mais de 70% da audiência.

Isso significou que esse tipo de plataforma de jogos apresentou nos últimos anos usuários mais ativos do que em outras plataformas de streaming mundiais como a Netflix e a HBO. Nesse ambiente, a temática dos jogos e a viralização de determinados games não passa despercebido.

Petição contra o jogo Rape Day

Aproveitando a frouxidão da empresa, os desenvolvedores do jogo conseguiram entrar na plataforma. Contudo,  a reação pública foi adversa e forçou a Valve a rever a permissão de Rape Day. Foi por meio de uma petição on-line com quase oito mil pessoas que a página  do jogo se viu cheia de críticas.

“Nós precisamos dizer aos revisores que um jogo centrado no estupro e assassinato de mulheres é inaceitável e não pode chegar ao mercado”, diz a petição.

Em comunicado, a Valve defende que a política de distribuição é reacionária porque espera dos usuários demandas em relação aos produtos e que, a partir disso, ela realiza um julgamento sobre riscos para a Valve, desenvolvedores parceiros e clientes.

Valve decide retirar o game da plataforma

Considerando diversas questões sociais como a influência e a apologia ao cirme de estupro, o jogo liderou amplas discussões na internet sobre os assunto. Assuntos como permissão dos pais, segurança na internet, idade dos jogos ser seguida a risca, a influência produções na vida de adolescentes são alguns.

“Nós respeitamos o desejo dos desenvolvedores de se expressarem, e o propósito da Steam é ajudar desenvolvedores a encontrarem sua audiência, mas esse desenvolvedor escolheu o conteúdo e a forma de sua representação que torna muito difícil para que nós o ajudemos” afirmou a Valve em comunicado.

Após discussões  consideradas significativas tomadas pela Valve, a empresa afirmou que o jogo coloca em risco e também custo desconhecido aos usuários. Dessa maneira, foi decidido então que por isso ele estaria a partir desse momento fora da Steam.