Astrônomos descobrem que o sistema solar tem um fundo orbital

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Astrônomos descobrem que o sistema solar tem um fundo orbital
Foto: (reprodução/internet)

 

Entender a origem da vida sempre foi um dos maiores desejos do ser humano, já que a busca por conhecimento, necessariamente, é por onde passa a evolução do homem, de acordo com Sun Tzu. Diversas teorias foram criadas, e a mais aceita pelos cientistas e público em geral atualmente, é que o universo teve origem de uma explosão, comumente conhecida como Big Bang. Porém, novas descobertas são feitas todos os dias, e um grupo de estudos, liderado por Arika Higuchi, parece ter descoberto um segundo plano orbital presente no Sistema Solar, e isso pode ser uma grande pista para sabermos mais sobre como se formou a galáxia em que vivemos. Quer saber mais sobre o assunto? Clique em Próximo e confira a descoberta dos astrônomos.

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O Sistema Solar

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Foto: (reprodução/internet)

Antes de mais nada, é importante entender que os planetas do Sistema Solar são organizados em torno de um único plano, que é o que chamamos de órbita, o trajeto que os corpos celestes fazem em torno do Sol. Esse percurso é chamado de eclíptica, pelos pesquisadores. Inclusive, a órbita do Sistema Solar já é um indício que como tudo se iniciou, tendo em vista que existem algumas hipóteses que já nos mostram que, talvez, o que nosso sistema tenha sido um disco de poeira girando ao redor do Sol anteriormente. Esse disco acabou se aglomerando em planetas, asteroides e outros corpos celestes que conhecemos hoje. É preciso entender primeiro que outros corpos celestes, como os cometas, também seguem uma órbita, que é sobre o que a descoberta de Arika Higuchi trata.

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Segundo plano orbital

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Foto: (reprodução/internet)

Um grupo de pesquisas liderado por Arika Higuchi, astrônomo da Universidade de Saúde Ocupacional e Ambiental, além de também ser do Observatório Astronômico Nacional do Japão, parece ter descoberto um segundo plano orbital para outro grupo de corpos celestes que tem passagem frequente pelo Sistema Solar: os cometas. Além do plano seguido pelos planetas, esses corpos parecem se mover fora dele, dando origem a um segundo dentro do mesmo sistema. Isso diz mais respeito sobre os cometas de longo período, que contam com uma órbita tão grande que podem levar dezenas de milhares de anos para terem seu percurso concluído.

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Eclíptica vazia

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Foto: (reprodução/internet)

Os cometas de longos períodos orbitam a Nuvem de Oort, localizada nos confins do Sistema Solar, onde também se situam os planetesimais, corpos rochosos que possivelmente deram origem ao que conhecemos hoje como planetas. A descoberta de Higuchi pode enfim ter acendido uma luz sobre as dúvidas que os homens tinham sobre esses cometas, já que o pesquisador descobriu o que está sendo chamada de “eclíptica vazia”, uma órbita diferente ao do alinhamento dos planetas. Pesquisadores acreditam que essa órbita tenha 180 graus em relação ao polo galáctico. Apesar de não parecer muito significativo em um primeiro momento, isso pode ajudar os cientistas a entenderem melhor o surgimento dos cometas.

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Órbita completa

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Foto: (reprodução/internet)

Apesar dos cientistas terem conseguido um avanço significativo em relação aos cometas, ainda não é possível delimitar todas as órbitas dos cometas apenas dessa maneira, tendo em vista que a tecnologia atual ainda não é suficiente para acompanhar os corpos durante todo o trajeto percorrido, devido à grande distância entre a Terra e os corpos observados. Além disso, esses cometas são pequenos e escuros, o que dificulta ainda mais na identificação à distância. Porém, quando os cometas estão mais próximos ao Sol, se torna possível conferir a velocidade e a trajetória que o astro está fazendo, logo, é possível deduzir sua órbita inteira dessa maneira.

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Afélios ajudaram na descoberta

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Foto: (reprodução/internet)

Os afélios nada mais são do que os pontos de órbitas que estão mais distantes do Sol. Esses pontos, por regra, situam-se próximos à eclíptica quando os corpos se situam num mesmo plano. Exemplificando: os afélios referentes à órbita da Terra, são os pontos em que nosso planeta fica mais distante do Sol. Essa regra também se aplica aos cometas de longo período. A descoberta só foi possível de ser feita quando os pesquisadores notaram que alguns cometas não estavam seguindo uma projeção consistente de um afélio com a eclíptica. Com isso, o grupo de pesquisas conseguiu deduzir a existência de um segundo plano orbital no Sistema Solar, habitado por outros corpos.

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Origem da nova órbita

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Foto: (reprodução/internet)

Analisando os dados obtidos com a pesquisa, os cientistas já começaram a especular sobre a origem da eclíptica vazia. Ela pode ter tido início por conta da maré galáctica, que nada mais é do que a força do campo gravitacional da própria galáxia (sim, a galáxia também tem um campo gravitacional). O grupo agora tenta comprovar a descoberta através de cálculos, e busca analisar como a maré consegue influenciar os cometas de longo período, já que é deduzível que ela tenha distorcido a eclíptica desses outros corpos celestes, e que essa seja a origem do segundo plano orbital presente no Sistema Solar.

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O que descoberta significa

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Foto: (reprodução/internet)

Apesar de, a priori, não parecer ser uma descoberta muito significativa, ao descobrir que existe um segundo plano orbital em nosso Sistema Solar, os pesquisadores conseguem mais pistas sobre a origem do sistema, porém, ainda é necessário que a comprovação da nova teoria seja feita, com dados precisos sobre a eclíptica vazia. Ao entender melhor o funcionamento da Via Láctea, e como os corpos se comportam nela, é possível fazer deduções mais precisas sobre um passo distante referente a formação dos planetas, e quem sabe, num futuro distante, até mesmo poderemos saber como a vida se originou em nosso planeta por conta disso.

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Pode significar precaução

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Foto: (reprodução/internet)

Apesar de ainda não termos bem um método para lidar com possíveis colisões entre o planeta Terra e um cometa, com a descoberta, também se torna possível deferir se nosso planeta está ou não na rota de um desses corpos celestes, e se uma colisão entre ambos é provável. As chances de o planeta acabar colidindo com qualquer outro corpo celeste de proporções mais destruidoras é baixa, tendo em vista os milhares de anos que a Terra já tem e a quantidade de vezes que isso aconteceu, porém, a possibilidade não pode ser descartada, e estar preparado da melhor maneira (por mais que não muito efetiva) para quando esse momento chegar, é uma boa forma de se precaver.

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E se acontecesse uma colisão com a Terra?

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Foto: (reprodução/internet)

Muitas pessoas se perguntam sobre o que aconteceria se qualquer objeto do espaço colidisse com a Terra. Recentemente, a NASA fez simulações para tentar deferir o impacto que um corpo teria ao chegar ao planeta. Caso um asteroide de 60 metros, que se movesse a 19 quilômetros por segundo, colidisse hoje com a Terra, a explosão liberaria cerca de 20 megatons de energia. Para se ter uma ideia, essa quantidade de energia é a mesma liberada pela bomba atômica usada em Hiroshima, só que multiplicada por mil. Esse impacto seria capaz de afetar 15 km de um território, sendo o suficiente para destruir completamente uma ilha. Além disso, também seria acompanhada de uma explosão de ar, suficiente para acabar com a vida nos 83 km² em volta do ponto de colisão.

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Como evitar

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Foto: (reprodução/internet)

Apesar de parecer uma missão impossível, e que aceitar o destino é a única saída, existem maneiras de evitar a colisão de um corpo celeste com a Terra. Obviamente não existe a possibilidade de tirar nosso planeta de sua órbita, logo, a única saída possível para isso seria desviar o cometa. Seria possível enviar sondas para causar impactos no corpo que venha a colidir com a Terra, fazendo com que ele tomasse um outro rumo. Porém, essa estratégia não é 100% eficaz, tendo em vista que o corpo em questão pode não desviar, e, mesmo que desvie, alguns fragmentos do corpo principal, muito provavelmente, continuariam a rota correta, causando uma colisão de proporções menores. Apesar de não dar para evitar totalmente o impacto, diminuir sua destruição é a estratégia mais esperta a ser tomada.

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