Amazon.com e países da Amazônia disputam nome de domínio na internet

RIO – A maior empresa de comércio eletrônico do mundo, a Amazon.com, e os países que compõem a bacia do Rio Amazonas, o maior rio do planeta em volume de água, devem resolver em abril uma disputa sobre um nome de domínio na internet, a fim de evitar uma decisão unilateral da Icann, regulador que cuida dos domínios da grande rede no mundo.

Desde 2012, o Brasil e outras nações argumentam que o nome de donímio “.amazon” não pode ser o monopólio de uma só empresa, e deveria estar disponível para que os países da região promovam, por meio dele, seus interesses econômicos e culturais, bem como a inclusão digital da população local.

Nesta segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirmou que a Icann (Corporação da Internet para Designação de Nomes e Números, na sigla em inglês) impôs o dia 7 de abril como data limite para a resolução da disputa sobre o domínio em questão. Se não se chegar a um acordo, e não houver uma extensão acertada entre as partes, a Icann decidirá sobre o caso sozinha depois do dia 21 de abril.

O Brasil e outros países que abrangem a maior floresta tropical do planeta vão trabalhar junto com a Amazon.com para buscar um desfecho razoável para a questão, disse o ministério em comunicado. “Nas próximas semanas, o Brasil buscará, de boa-fé, em parceria com outros países amazônicos e em diálogo com a Amazon Inc., ajudar a que se chegue a solução mutuamente aceitável e que respeite o legítimo e superior interesse público dos Estados e sociedades envolvidos. O governo brasileiro mantém a esperança de que a companhia norte-americana demonstrará elevado sentido de responsabilidade pública e marcada sensibilidade política e cultural”, afirmou a nota.

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