Cientistas planejam show para analisar como o coronavírus se espalha

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Cientistas alemães estão planejando um show para ver como o coronavírus se espalha.

Eles estão procurando 4.000 voluntários para participar do estudo em um evento fechado em Leipzig, na Alemanha, no dia 22 de agosto.

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Como esse experimento seria feito?

Durante o show, que terá uma apresentação do cantor e compositor Tim Bendzko, os voluntários serão convidados a usar um pequeno rastreador de contato em volta do pescoço, informa o The Guardian. Eles acionam sinais a cada cinco segundos, registrando dados sobre os movimentos da pessoa em relação aos outros.

Cantor pop Tim Bendzko, que se apresentará no concerto. (Créditos: Peter Wafzig/Getty Images)

Os participantes do projeto também terão que desinfetar suas mãos com um produto fluorescente. Isso permitirá que os cientistas analisem como o vírus é transmitido por todo o local do show.

Vapores dispersos por uma máquina de neblina também ajudarão a demonstrar a possível propagação do coronavírus.

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Os organizadores do estudo afirmam que, o objetivo final é “identificar uma estrutura” para a forma como os grandes espaços poderão, no futuro, reabrir e começar a funcionar novamente “sem representar um perigo para a população”.

Isso está sendo cogitado após a vacina da Covid-19 da Universidade de Oxford ser considerada segura, e fornecer uma resposta do sistema imunológico, revelaram as pesquisas mais recentes.

Estudos promissores sobre uma possível vacina

Os resultados da pesquisa publicada na revista médica The Lancet concluíram: “ChAdOx1 nCoV-19 foi considerada segura, tolerada e imunogênica, enquanto a reatogenicidade foi reduzida com paracetamol.

Uma cientista trabalhando na vacina contra o coronavírus na Universidade de Oxford. (Créditos: PA)

O estudo continuou: “A ChAdOx1 nCoV-19 mostrou um perfil de segurança aceitável, e o aumento homólogo das respostas de anticorpos.”

“Os resultados, juntamente com a indução de respostas imunes humorais e celulares, sustentam a avaliação em larga escala dessa vacina, candidata a um programa de fase 3 em andamento”, afirma o artigo.

Obviamente, esse não é um sinal verde para começar a imunizar toda a população mundial, pois ainda há um longo caminho a percorrer antes desse estágio. Mas os resultados foram descritos como promissores, e o desenvolvimento pode continuar progredindo de forma rápida.

A revista acrescentou: “Os pesquisadores dizem que mais estudos clínicos, inclusive em pessoas mais velhas, podem ser realizados com esta vacina”.

O estudo, que incluiu 1.077 participantes, alertou que ainda há muito o que descobrir, acrescentando: “Os resultados atuais concentram-se na resposta imune medida em laboratório. Mais testes serão necessários para confirmar se a vacina protege efetivamente contra infecções”.

Traduzido e adaptado por equipe O Mapa da Mina

Fontes: Lad Bible e The Guardian

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