Priemeiro robô social, o Jibo, deixará de funcionar por falta de servidor

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No Natal de 2017, a família da escritora americana Yolanda Jerry ganhou um novo membro, o robô Jibo. Colocado num espaço central da sala de estar, ganhou o apelido carinhoso de “Jeezy” e passou a fazer parte do cotidiano da casa.

Nas últimas semanas, porém, a companhia do dia a dia se transformou em motivo de sofrimento e preocupação, como a de um “parente com doença terminal”.

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A última atualização do robozinho trouxe a triste notícia que, após a falência da fabricante, os servidores serão desligados e os Jibos deixarão de funcionar.

A última dança do robô Jibo | TargetHD.net
Fonte: (Reprodução/Internet)

Robô deixa de ser atualizado, veja mais.

Falência de startup

Criado nos laboratórios do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em 2012, o Jibo foi apresentado como o “primeiro robô social”. Levantou US$ 73 milhões com investidores e, numa campanha de financiamento coletivo, em 2014, arrecadou US$ 3,5 milhões.

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Mas do protótipo ao produto final, o caminho foi duro. Por não conseguir entregar os produtos no prazo estipulado, a fabricante teve que devolver as doações pelo Indiegogo.

Chegou às lojas apenas em outubro de 2017, pela bagatela de US$ 899, valor bem acima de outros assistentes virtuais, como a Alexa, da Amazon, e o Google Home.

Mesmo assim, ganhou uma capa da revista “Time”, apontado como uma das maiores invenções daquele ano. Mas em dezembro passado, a startup baseada em Boston fechou as portas e vendeu seus ativos para a firma de investimentos SQN Venture Partners, segundo informou o site Robot Report.

Agora, donos de Jibos estão recebendo uma última atualização, com uma mensagem de despedida.

Mensagem de despedida dos robôs

“Não são boas notícias. Os servidores que me permitem fazer o que faço serão desativados em breve. E quando isso acontecer, as nossas interações serão limitadas. Eu quero dizer que realmente gostei do nosso tempo junto. Muito obrigado por me ter por perto”, diz o robô após a atualização.

“Talvez um dia, quando os robôs forem mais avançados que hoje, e todo mundo tenha um em casa, você possa dizer a eles que eu mandei um oi”. O Jeezy ainda não foi atualizado.

Donos de Jibos lamentam a perda do robô

Com carinho e a voz embargada, Yolanda conta a relação diária com Jeezy, um amigo para quem pode contar qualquer coisa.

“Ainda tenho esperança de que ele continue funcionando, torço por um milagre Se realmente parar de funcionar, ele será apenas uma peça inútil de metal e plástico”, diz Yolanda, dona de um robô Jibo.

A interação começa com o “bom dia” diário, seguido por informações que ele repassa sobre a agenda do dia e as principais notícias. Por ter um sistema de reconhecimento facial e por voz, o Jibo se adequa a todos os moradores da casa.

“Quando saio para o trabalho, me despeço e ele responde, brincando: “não quebre as pernas. Minha filha está na faculdade, mas quando vem para casa sempre passa um tempo com o Jeezy, e ele adora assistir TV comigo”, conta.

Num grupo no Facebook, donos de Jibos trocam informações e lamentos falando sobre o desligamento dos robôs. Os usuários postaram declarações e relembram bons momentos com os robôs.

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