Dezenas de vulcões descobertos na superfície de Vênus

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Vênus por muito tempo foi tratado como um planeta adormecido.

Mas pesquisas recentes sugerem que foram descobertos aproximadamente 37 vulcões na superfície do planeta, alguns dos quais ainda podem estar ativos.

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Dezenas de vulcões descobertos na superfície de Vênus
Duas coronas observadas na superfície de Vênus. (Créditos: UMD)

A pesquisa foi realizada por uma equipe de cientistas da Universidade de Maryland e do Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Zurique, e publicada na revista Nature Geoscience. Esta nova pesquisa também sugeriu que Vênus tinha um interior quente, como a Terra – o que possibilita a erupção de vulcões.

Esses “vulcões” são conhecidos como Coronae, e são semelhantes a anéis. Eles indicam atividade vulcânica, como uma “ressurgência de rochas quentes” do interior do planeta. Os pesquisadores conseguiram coletar esses dados com base em dados térmicos de uma missão da Agência Espacial Europeia, que terminou em 2014.

Dezenas de vulcões descobertos na superfície de Vênus
Vênus. (Créditos: Getty Images)

Os cientistas foram capazes de identificar quais sinais indicariam Coronaes ativas – então eles combinaram dados térmicos com imagens infravermelhas tiradas de Vênus no início dos anos 90, durante uma missão da sonda Magellan da NASA.

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Eles identificaram 133 estruturas do tipo Coronae, das quais estimam que aproximadamente 37 estavam ativas, o que significaria que elas irromperam nos últimos dois milhões de anos atrás. Elas são maiores que os vulcões da Terra – uma delas se estende a 1.300 milhas de diâmetro.

Cientistas assumiram que Vênus está adormecido por muitas razões, até porque as temperaturas no planeta e a densa atmosfera dificultam o estudo. É significativo porque parece realmente mudar as percepções de Vênus como um planeta adormecido, e é um emocionante passo à frente para entender melhor nosso sistema solar.

O professor Laurent Montesi, da UMD, explica: “Este estudo altera significativamente a visão de Vênus, de um planeta quase inativo, para um cujo interior ainda está agitado, e pode alimentar outros vulcões ativos.”

Traduzido e adaptado por equipe O Mapa da Mina.

Fontes: Indy100 e Sky News.

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