As 9 mulheres mais ricas do Brasil

A listagem das mulheres mais ricas do Brasil é, em certo ponto, impressionante. Isso porque na mídia aparecem muito as famosas “socialites”, como em reality shows. Porém, as que possuem mais dinheiro mesmo é porque estão em mercados lucrativos de várias áreas. 

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E, obviamente, estamos falando de bilhões de dólares, está bem? Alguns dos nomes, aliás, você pode conhecer, como a Vicky, que é a herdeira do banco Safra ou Luiza Helena, que está por trás da Magazine Luiza. Já outras são bem menos conhecidas do público. 

As 9 mulheres mais ricas do Brasil
Foto: (reprodução/internet)

9 – Vera Rechulski Santo Domingo (US$ 1,1 bilhão)

E para não dizer que a gente não tenha uma socialite na lista, a Vera é quem vai fazer esse papel. Ela é mãe da Tatiana Santo Domingo, que sempre aparece na lista das “mais bem vestidas do mundo”, acredita?

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Foto: (reprodução/internet)

Vera foi casada com o empresário colombiano Julio Mario Santo Domingo Jr. E se você não está entendendo nada, a gente vai explicar. O Julio era filho do barão da cerveja. Hoje, a Vera está com 10% da holding da família, que fica em Luxemburgo.

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Os filhos também possuem ações, sendo de 5% cada um. Além da Anheuser-Busch InBev, eles também possuem participações na Château Pétrus, uma vinícola francesa de Bordeaux. Vera tem 72 anos e mora em Bermudas atualmente. 

8 – Anne Werninghaus (US$ 1,2 bilhão)

Essa história vai ser comum aqui e a gente explica. Ao mesmo tempo em que Werner Ricardo Voigt fundou a WEG, ele teve como sócio o Eggon João da Silva e o Geraldo Werninghaus. O Geraldo é avô da Anne Werninghaus e por isso ela é uma das maiores acionistas da WEG hoje em dia. 

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Foto: (reprodução/internet)

A Anne não trabalha diretamente na empresa e nem ocupa cargos no conselho. Sendo que ela é a fundadora da VestesBR, um mercado de moda B2B que foi lançado em 2011. É casada e mora em Joinville, uma cidade brasileira que acolhe muito bem os alemães. 

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É uma das mais jovens da lista, com 35 anos e dois filhos. Por curiosidade, saiba que ela é uma das pessoas bilionárias do estado de Santa Catarina, já que o outro nome é de Luciano Hang, da Havan, que tem uma fortuna estimada em US$ 2,7 bilhões, o dobro da Anne. 

7 – Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela (US$ 1,4 bilhão)

Ana Lúcia talvez seja o nome mais desconhecido de todos dessa lista. Ela é de São Paulo, brasileira, formada em pedagogia e tem 2 filhos. A ocupação atual é como presidente do Instituto Alana. Ainda não entendeu? A gente conta. 

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Ela é uma das maiores acionistas da holding Itaúsa, que é quem está por trás do Itaú Unibanco e Duratex, por exemplo. As marcas foram fundadas pelo bisavô, Alfredo Egídio de Souza Aranha. A fortuna ela a levou a ser uma das 60 mais ricas do Brasil.

Ela é acionista majoritária da Itaúsa junto com Alfredo Egydio Arruda Villela Filho, seu irmão mais velho. No entanto, ela se volta as suas atividades para o Instituto Alana, que foi criado pelos irmãos e visa auxiliar o crescimento de crianças carentes. 

6 – Miriam Voigt Schwartz (US$ 1,9 bilhão)

A história é da família Voigt. Werner Voigt é um dos fundadores da WEG. A partir disso, vem a Miriam Voigt Schwartz, que é uma das herdeiras e que mais tem participação no grupo. 

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Na verdade, são três irmãs que ficam com a fortuna, sendo Cladis Voigt Trejes e Valsi Voigt também, além da Miriam. Cada uma possui o mesmo valor, já que a divisão foi feita no formato de 33,33% para cada uma delas. 

Hoje, elas são as principais acionistas da empresa. Só no caso de Miriam, que é a filha mais velha do Werner, a fortuna é estimada em R$ 10 bilhões. O fundador da fábrica de motores morreu em 2016 e desde esse tempo as filhas aparecem no ranking das mais ricas. 

5 – Flávia Bittar Garcia Faleiros (US$ 2,1 bilhões)

Flávia é de Franca (SP), tem 3 filhos e uma conta bancária considerável. É uma bilionária brasileira não tão conhecida como as outras que vão vir abaixo, é verdade. No entanto, a história dela merece estar aqui por vários motivos. 

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Foto: (reprodução/internet)

Primeiro, pelo fato de que ela está ligada a holding familiar Walter Garcia Participações. Ou seja, ela é filha do casal Wagner Júnior e Dora Bittar, sendo neta do Wagner Garcia e da Maria Trajano Garcia, ambos por trás do Magazine Luiza, que você vai ouvir mais abaixo também.

Agora, a gente acha importante você saber que mesmo por trás da Magazine Luiza, ela nunca foi presente na gestão da marca. Ela é casada com um médico cardiologista, o Áureo Faleiros Filho. Para quem não entendeu, ela é neta de Maria, a irmã de Luiza Helena Trajano.

4 – Maria Helena Moraes Scripililiti (US$ 2,6 bilhões)

Com 90 anos, ela é a mais velha da lista. Nascida em São Paulo, com 4 filhos e coproprietária do Grupo Votorantim. A viúva é a filha de José Emírio de Moraes, que fundou o grupo. É viúva de Clóvis Scripilliti, com quem ajudou a expandir a empresa no Nordeste. 

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Nos últimos anos, ela esteve no top 1000 dos mais ricos do mundo. Tudo começou quando o pai de Helena Pereira, a mãe de Maria Helena Moraes, comprou uma massa falida do Banco União e junto veio uma fábrica de tecidos de Sorocaba (SP).

A empresa, chamada de Anonyma Fabrica Votorantim, se transformou em uma joia na mão de José Ermírio de Moraes, que assumiu a diretoria comercial. Ele saiu do ramo têxtil e isso deu muito certo. 

3 – Luiza Helena Trajano (US$ 4,4 bilhões)

A Luiza conta uma parte da história parecida com a da Dulce, sendo que já esteve no topo do ranking entre as mulheres mais ricas do país. Atualmente, ela é a presidente do conselho de administração do Magazine Luiza. E foi quem criou a rede de lojas de varejo em Franca (SP).

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Foto: (reprodução/internet)

Formada em Direito pela Faculdade de Direito da cidade, ela transformou uma rede de lojas regional em uma grande marca que hoje está entre as maiores do país. Tem histórico em vários setores, como cobranças, vendas até que se tornou parte do Magazine Luiza. 

É uma pessoa muito ativa no país, sendo que lidera o Grupo Mulheres do Brasil e discute temas e ações ligados à educação, empreendedorismo, projetos sociais e muito mais. Foi parte do Conselho Público Olímpico também. Em 2020, esteve no top 10 bilionários do Brasil

2 – Dulce Pugliese de Godoy Bueno (US$ 6 bilhões)

Ela já foi considerada a mulher mais rica do Brasil, cargo que não ocupa mais, apesar de ainda ser uma bilionária. O que a Dulce faz? Se você notou o sobrenome dela, deve saber que ela está por trás do grupo Amil, que é de planos de saúde, né. 

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Foto: (reprodução/internet)

E é isso mesmo. A médica brasileira é a cofundadora da companhia e tem 1 filho. Divorciada, ela criou o grupo junto com o ex-marido, que também é médico, Edson Bueno. O enriquecimento veio em 2012, quando venderam o grupo para a United Health.

Depois, investiu na Dasa, um grupo nacional de medicina diagnóstica. Hoje, figura entre as 500 pessoas mais ricas do mundo. O ex-marido morreu em 2017. Camila de Godoy Bueno Grossi é uma herdeira direta do grupo Amil e, logo, fica entre as mulheres mais ricas do país, também. 

1 – Vicky Safra (US$ 8,5 bilhões)

Chamada pela imprensa de “discreta viúva do banco Safra”, a Vicky é uma verdade guardiã do império bancário que foi deixado pelo marido, o Joseph Safra. Para quem não a conhece ainda, nós vamos detalhar mais da vida dela agora mesmo. Veja só. 

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Foto: (reprodução/internet)

Ela possui 3 filhos e é grega. Isso mesmo. Enquanto o Joseph era um brasileiro-árabe, ela é da Grécia. Atualmente, tem como cargo a filantropia, apesar de que a sua fortuna vem do setor bancário, onde ela não atua diretamente. 

Após a morte do marido, em 2020, ela se mantém cada vez mais discreta, aparecendo poucas vezes na mídia. O patrimônio vem da história da família Safra, que tem mais de 180 anos. Além de trabalhos em hospitais, ela também ajuda em segmentos como arte e educação. 

As mulheres mais ricas do mundo

Se você ficou curioso sobre a comparação entre as brasileiras e as outras mulheres bilionárias do mundo, considere que os US$ 8,5 bilhões da Vicky são significativos, mas não chega nem perto de outras mulheres, que são, de fato, as mais ricas do mundo. Veja alguns exemplos:

  • Françoise Bettencourt Meyers – US$ 73,6 bilhões
  • MacKenzie Scott – US$ 53 bilhões
  • Miriam Adelson – US$ 38,2 bilhões
  • Yang Huiyan – US$ 29,6 bilhões
  • Iris Fontbona – US$ 23,3 bilhões
  • Gina Rinehart – US$ 23 bilhões

Assim, no ranking geral, a Françoise é a mulher mais rica do mundo, ficando em 12º lugar entre todas as pessoas. Já a Iris e a Gina ficam fora do top 70, o que quer dizer que as brasileiras ficam fora do top 10 das pessoas mais ricas do mundo.