Gucci – há coisas que você ainda não sabe sobre essa marca de luxo

Gucci, diga você: o que pensa quando falamos esse nome? Quase todo mundo conhece a marca de luxo. E sempre temos na cabeça, a imagem de alguma celebridade usando algum acessório ou roupas da Gucci. Ou seja, é uma história de glamour, de grife, de riqueza.

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No entanto, há algumas coisas que pouquíssima gente sabe sobre a marca. E não estamos falando apenas da história, que vem lá de 1921, mas, há também muitas intrigas e contradições. Aliás, recentemente, tem se falado em “nova Gucci”. Vamos explicar tudo isso.

Gucci - há coisas que você ainda não sabe sobre essa marca de luxo
Foto: (reprodução/internet)

A história da Gucci

A marca foi fundada em Florença, na Itália, no ano de 1921. Ela ficou conhecida mais tarde pelas malas de viagens, que tinham alto padrão e uma qualidade única. Eram feitas por artesões nascidos em Toscana. 

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Foto: (reprodução/internet)

Até hoje em dia, as bolsas Gucci são sinônimo de qualidade e luxo. Por isso, ainda são objetos dos mais desejados pelas mulheres do mundo todo. Depois, vieram outros produtos, como sapatos, cintos e óculos. Há o mocassim com fivela e tira verde e vermelha.

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Você também vai encontrar a bolsa com alça de bambu e outros itens que são verdadeiros ícones da marca italiana. No próximo tópico, no entanto, você vai ver uma primeira curiosidade, que é sobre como tudo começou.

Como tudo começou na Gucci

O primeiro nome que temos que destacar é o de Guccio Gucci. Ele era ascensorista e maleiro, de família humilde, filho de artesão. Ele observava as malas, os símbolos, os brasões das famílias nobres. Depois, se tornou maitrê em um hotel de luxo de Londres, Inglaterra.

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Foto: (reprodução/internet)

E no ano de 1921 retornou à Florença para abrir a sua primeira loja. Ele usou toda as economias que tinha juntado nas viagens a trabalho que fez, o que deu um total de 30 mil liras naquela época. A intenção era vender acessórios de viagens, como malas e valises. 

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Por isso, apostou no público mais rico e contratou os melhores artesões da sua cidade, inclusive, alguns eram membros da sua família. A loja era simples, mas impecável. A alta burguesia gostou e em pouco tempo ele fez sucesso entre os nobres moradores de Florença. 

A internacionalização da Gucci

Uma década mais tarde, a Gucci se torna internacional, assim, começa a ter clientes do mundo todo. E nessa altura do jogo, os sapatos Gucci e as luvas, bolsas e cintos já faziam parte do portfólio original da marca de luxo.

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Foto: (reprodução/internet)

Nessa época, ele começou a apostar ainda mais em franjas e estribos, que se tornaram a assinatura da marca. Por isso, a Gucci é vista como uma marca de design inspirado no estilo equestre – até hoje. Mais tarde, os filhos de Gucci começaram a tomar conta do negócio.

Alguns anos mais tarde, em 1947, com o lançamento das bolsas com alça de bambu, a Gucci se oficializa como uma das marcas mais amadas pelas celebridades. E começa a usar o logotipo GG, que começou a ser estampado nos produtos.

A morte do criador da Gucci

A morte do Guccio foi em 1953 e, no mesmo ano, os filhos mais velhos assumiram o negócio abrindo lojas em cidades como Nova Iorque. Afinal, era lá que estavam as celebridades mais ricas do mundo, certo? E abriram também em Filadélfia, San Francisco, Beverly Hills, etc.

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Foto: (reprodução/internet)

Aqui entra um ponto importante: acreditava-se que a marca se manteria no mesmo estilo. Porém, com a morte do pai, os filhos reinventaram a marca e o estilo todo. Lançaram mocassins, por exemplo e com a assinatura de verde e vermelho. 

Foi nesses anos que novas celebridades se assumiram como patrocinadoras da marca, como Ingrid Bergman e até mesmo John Kennedy. Entre os filhos, Aldo foi o que mais se motivou a internacionalizar, especialmente para a Ásia, a marca. E os filhos continuaram com o legado.

A Gucci é trocada de mãos

Em 1989, Aldo resolve sair da empresa porque a marca estava perdendo força. Entre os membros, apenas o sobrinho de Aldo, Maurizio, se mantinha atrás dos negócios. No entanto, em 1993, ele vende a sua parte por não se entender com os novos investidores (Investcorp).

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Foto: (reprodução/internet)

Com Maurizio fora de cena, a Gucci passou a ter comando de Domenico Del Sole, que trabalha em um escritório de advocacia da Gucci. Nesses anos, até a sede mudou de lugar e apareceu para a direção criativa um nome forte, chamado de Tom Ford. 

É aqui que começa a se falar em nova fase da Gucci. Ou melhor, a nova Gucci. Isso vem ligado com Tom Ford e parte do relançamento de novos ícones e um processo de modernização geral, com o investimento em celebridades para fazer campanhas. 

A Gucci a partir dos anos 2000

Mais tarde, Ford e Del Sole saem de cena e a romena Frida Gianini assume o cargo de diretora de criação. Na época, grandes investidores, como Bernard Arnault e François Pinault, injetam dinheiro na marca e isso permite que ela volte aos editoriais da época e as revistas. 

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Foto: (reprodução/internet)

É mais ou menos assim que se conta a história da Gucci hoje em dia. No entanto, nesse meio tempo há complicações. Ou melhor, contradições, que vamos detalhar abaixo.

Só que antes disso, saiba que em 2011, a marca lançou a Gucci Museo, em Florença, dedicada a eternizar a história da empresa. Já nos últimos anos, a aposta foi em Alessandro Michele e Marco Bizzarri para levantar a marca e isso tem surtido algum efeito.

A fraude fiscal de Aldo Gucci e o assassinato de Maurizio Gucci

Um dos casos mais famosos de polêmicas foi de Aldo Gucci, na década de 1980. Ele entrou em um escândalo de fraude fiscal no valor de US$ 7 milhões. Tudo foi parar na justiça e isso influenciou as crises familiares e até a saída dele da empresa.

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Foto: (reprodução/internet)

Testemunhas chegaram a falar que era comum ouvir palavrões entre os familiares que dominavam a marca. Já Maurizio, que era sobrinho de Aldo, foi assassinado quando ia para o escritório, que estava em Milão, na Itália. E quem mandou matar foi a própria esposa (o motivo seria a infidelidade do ex-esposo).

Ela foi condenada há 26 anos de prisão e passou para o regime domiciliar mais tarde.

O tênis de US$ 12

No começo do ano, a Gucci se tornou notícia em todo o mundo ao lançar um tênis de US$ 12. O preço é muito baixo para ser uma peça Gucci. No entanto, considere que estamos falando de um tênis virtual, o Virtual 25. Ele usa a tecnologia NFT e é pensado no público jovem.

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Foto: (reprodução/internet)

A ideia é que ele seja comprado por meio do aplicativo. O uso do tênis virtual é uma espécie de filtro que é usado em redes sociais. Assim, basta tirar câmera dos pés e pronto, você estará com os calçados (na foto, claro). Esse é um baita investimento em tecnologia. 

A se considerar a Gucci tem criados várias versões virtuais das suas roupas, o que é mais acessível. A ideia do tênis virtual é focada na Geração Z e o objetivo é mostrar que a Gucci é uma marca de moda inovadora dentro do universo online. 

O tênis não é exclusivo

Por outro lado, quebrando uma tendência da Gucci, essa não é uma peça exclusiva. Logo, os tênis podem ser comprados por várias pessoas, que nem precisam ser famosos, né. 

Gucci - há coisas que você ainda não sabe sobre essa marca de luxo
Foto: (reprodução/internet)

Mas, vale considerar aqui que até agora boa parte da riqueza da Gucci veio de coleções limitadas, como acessórios e bolsas, que não são feitas em grande escala. Isso faz com que os consumidores queiram pagar um preço mais alto por cada item. 

Outras curiosidades da Gucci

E ainda deixamos mais duas curiosidades para o fim. A primeira é que o maior pedido que a Gucci recebeu foi do sultão de Brunei, que pediu 27 jogos de malas em couro de crocodilo. Isso deu algo como US$ 2,4 milhões.

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Foto: (reprodução/internet)

E a outra curiosidade é que na América Latina só existem 4 países com lojas Gucci, sendo Brasil, Chile, Aruba e Porto Rico. Aliás, no Brasil, a Gucci tem “publicidade” em várias celebridades, como Anitta, Bruna Marquezine e Flávia Alessandra

A Anitta usou uma camiseta da Gucci como vestido. Na época, a peça era avaliada em US$ 460. A Bruna usou uma camiseta também, com a marca e floresta, que tinha um valor de US$ 900. Já a Flávia se destacou com uma camiseta mais simples, só que cara, US$ 550.

A história da Gucci vai virar filme

E agora sim para concluir tudo o que comentamos aqui, considere que a história da Gucci vai virar filme. E será estrelado por ninguém menos do que Lady Gaga. O filme tem nome, “House of Gucci” e Gaga será Patrizia Reggiani. Já Adam Driver será Maurizio Gucci, neto do Guccio.

A produção será de peso e ainda contará com Jared Leto, Robert de Niro, Jack Huston, Reeve Carvey, Al Pacino e a direção fica com ninguém menos do que Ridley Scott. A estreia deve sair no fim do ano e a produção vai contar sobre o assassinato de Maurizio.