Conheça os principais herdeiros de bancos privados no Brasil

Algumas histórias sempre surpreendem, você já parou e pensou nisso? E no Brasil, isso é ainda mais convincente. Quando se fala em bancos privados, que possuem ações listadas na bolsa, pouco se sabe quem são os donos ou herdeiros.

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Mas, muito se conhece sobre gestores, como executivos. Hoje, o assunto é financeiro sim. Só que tem um viés bastante histórico para contar um pouco mais sobre como surgiram alguns bancos e quem são os herdeiros por trás deles. Sem dúvidas, você vai se surpreender.

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Foto: (reprodução/internet)

Banco Itaú

Não dá para falar de um grande banco privado do país sem citar o Itaú, certo? E curiosidade, Alfredo Egydio Arruda Vilela Filho é chamado de “herdeiro do Itaú” e nós vamos entender os motivos nesse texto.

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Foto: (reprodução/internet)

O engenheiro é o atual executivo do banco, com fortuna de US$ 1,6 bilhões. É o primeiro banqueiro que foge da imprensa que você vai conhecer aqui. Responsável por controlar o Itaú Unibanco, a Duratex, a Elekeiroz, entre outras empresas da Itaúsa.

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O que se sabe é que ele e a irmã, Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela, foram criados pela tia Milú após a morte do pai e da mãe em um acidente de avião. E quem esteve por trás de tudo, no começo foi outro Alfredo, o avô de Lúcia e Alfredo.

A história do banco Itaú

Como a gente já começou falando dos herdeiros, vamos dar um passo atrás e falar da origem do banco. O Itaú foi fundado em 1945 por Alfredo Egydio de Souza Aranha, que fez surgir o Banco Central de Crédito. 

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O que é legal de saber é que o Itaú ficou famoso por ter por trás grandes famílias e não uma só. Assim, um dos nomes é de Eudoro Libânio Villela, que foi o grande empreendedor. O pai dele foi cientista e médico, mas 3ele aprendeu sobre administração.

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Ele casou com Maria de Lourdes, filha de Alfredo Egydio de Souza Aranha, que foi quem criou o Itaú. Assim, iniciou a carreira de banqueiro na empresa do sogro, no caso o dono do Itaú. E assim, a história de mistura.

Os possíveis herdeiros do Itaú

Agora, um último fato curioso do Itaú é que ele é um dos bancos que tem uma maior lista de herdeiros possíveis. O motivo é justamente essa relação entre famílias no comando.

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Assim sendo, você vai ouvir falar de Fernando Roberto Moreira Salles, João Moreira Salles, Pedro Moreira Salles, Walther Moreira Salles Junior e depois vem a outra família, com Alfredo Egydio Arruda Villela Filho e Ana Lucia de Mattos Barretto Villela. 

O que ainda inclui a Maria de Lourdes Egydio Villela e o Paulo Setubal Neto.

Banco Alfa

Ele foi chamado de banqueiro fantasma por aparecer muito pouco na imprensa. Mas, a sua morte não fugiu dos holofotes. Ela aconteceu no segundo semestre de 2020, quando Aloysio de Andrade Faria tinha 99 anos.

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Ele estava em uma fazenda em Jaguariúna e era considerado o integrante mais antigo da Forbes, entre os mais ricos do país com o patrimônio avaliado em R$ 8,32 bilhões. O Conglomerado que ele formou tinha bancos e empresas de crédito no Brasil e fora.

Além do mais, ele ainda era dono de negócios da rede hoteleira, de construção, da agropecuária, de couro, de alimentação, da cultura e muito mais. Mas, ele havia deixado a gestão da empresa há mais de 20 anos.

Os herdeiros do banco Alfa

Curiosamente, também se tem poucas informações sobre Aloysio, apesar da importância dele para todo mercado financeiro do país. O médico, que pouco exerceu a profissão, tornou-se banqueiro com a morte do pai, Clemente Faria, sendo o herdeiro do banco.

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Mas, foi Aloysio que levou o Banco da Lavoura de Minas Gerais a se tornar um banco de médio porte de Minas Gerais, criando o Banco Real, um dos líderes do pais. Com a venda do banco Real, ele fundou o Grupo Alfa.

O que se sabe é que ele foi casado com Cléa Dalva de Campos Faria e tem 5 filhas. Porém, muito pouco se sabe sobre elas. O que se sabe, de fato, é que são as principais acionistas do banco. Lúcia e Junia mora em São Paulo. Flávia no Rio. E Cláudia e Eliana fora do país.

Banco Bradesco

Entre todos os grandes bancos privados do Brasil, o Bradesco é um dos principais e Lina Maria Aguiar é quem está por trás. Com fortuna de US$ 1,4 bilhão, ela é irmã de Maria Ângela Aguiar Bellizia, que é a outra herdeira do banco.

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Foto: (reprodução/internet)

A empresária Lina é bilionária e filha adotiva de Amador Aguiar, sendo que detém 1,8% das ações do Bradesco e 17% da Bradespar. O fato sobre ela é bem curiosidade: abandonada em frente ao Bradesco em São Paulo e adotada por Amador.

É conhecida por ter a instituição sem fins lucrativos, “Fundação Lia Maria Aguiar”, que fica em Campos do Jordão, onde Lia mora atualmente. Mais um fato curioso é que ela não tem filhos e já decidiu que todo patrimônio vai para a sua fundação.

Os herdeiros do Bradesco

Talvez esse seja um dos casos mais excêntricos de bancos. Mas, vamos lá. O fundador do banco é Amador Aguiar. Depois, o banco foi de Lázaro de Mello Brandão, considerado um dos maiores banqueiros do país. Ele morreu em 2019, aos 93 anos, em São Paulo (SP).

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Foto: (reprodução/internet)

Mas, em termos de herança, temos a Lia Maria Aguiar como principal nome. O presidente atual do banco é Luiza Carlos Trabucco Cappi. Mas, e onde entra a outra irmã, a Maria Ângela? Ela também é muito rica e herdeira do banco.

Isso porque a herança de Amador foi muito discutida. Mas, no fim, tudo ficou para as filhas. Sendo: Lia Maria Aguiar, Lina Maria Aguiar e Maria Ângela Aguiar.

Banco BTG Pactual

O nome forte por trás do BTG Pactual é André Esteves, um carioca que tem uma fortuna estimada em US$ 4,7 bilhões. Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, o empresário sempre aparece na lista dos brasileiros mais ricos do mundo. 

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Foto: (reprodução/internet)

O banco é hoje líder de mercado de investimentos na América Latina, sendo que tem prêmios no mundo todo, sendo chamado de maior banco privado do Brasil. Esteves é conhecido por ser um apoiador de várias causas, projetos e instituições em prol do meio-ambiente e educação.

André é filho único criado pela mãe, professora universitária. Ele é casado e tem 3 filhos. Fora dos números e das contas, André diz que gosta de cinema, vinho e comida. Também é amante da leitura e do Fluminense. 

Os herdeiros do banco BTG Pactual

Os filhos de André são Pedro, Henrique e Fernanda Esteves. Todos são com a esposa, Lilian Esteves. No entanto, muito pouco se sabe sobre eles. André não foi o fundador do banco, sendo que o banco foi criado em 1983 e André entrou lá durante a faculdade. 

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Atualmente, o BTG tem outros nomes fortes por trás. Mas, André é o principal deles. Sobre o futuro e os herdeiros, pouco se sabe. E você, tem alguma opinião?

Banco Safra

No fim de 2020, um dos maiores banqueiros brasileiros, Joseph Safra, morreu. O fato aconteceu em dezembro. E na época, o patrimônio estimado dele era de US$ 23,2 bilhões, sendo que isso o colocou na 63ª posição entre os mais ricos do mundo, conforme a Forbes.

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Foto: (reprodução/internet)

Aos 82 anos, Joseph sofria do mal de Parkinson e vivia em uma mansão de 11 mil m² em São Paulo (SP). Até a morte, ele só saia de casa de helicóptero e era bem discreto. Conhecido como Seu José, ele fez a maior fortuna no banco que foi fundado pelo pai, em 1955.

Atualmente, a instituição está na mão dos filhos. Joseph é um libanês naturalizado brasileiro, dono do J. Safra Sarasin, na Suíça e do Safra National Bank, em Nova Iorque. Sócio da Chiquita (produtora de bananas) e da Gherkin (um arranha-céu londrino). 

Os herdeiros do banco Safra

Joseph teve 4 filhos com a esposa Vicky Sarfati. São eles: Jacob, Alberto, David e Esther. De todos, Esther está fora do mercado financeira. Alberto se desligou da empresa do pai e fundou a ASA Bank. Já Davi e Jacob seguem fazendo inovações no banco.

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Foto: (reprodução/internet)

Curiosamente, eles são muito bem vistos porque tem tirado a ideia de “conservadorismo” do banco e trazendo ele para o mundo digital. Na pandemia, por exemplo, eles lançaram a SafraInvest, montando uma rede de autônomos.

Entre os irmãos, conforme notícias de 2019, David é quem mantém o poder do banco nas mãos. Ele é formado na University of Pennsylvania em Economia. 

E você, conhecia esses herdeiros “desconhecidos”?

Sem dúvidas, é um fato curioso ver que a maioria dos herdeiros dos bancos são desconhecidos no nosso país. O motivo não tem a ver apenas com a questão comportamental deles. Mas, o fato de que as vezes são donos das ações, mas sem se envolverem muito na gestão do banco.

Além do fato de que cada história tem o seu viés e a sua curiosidade. Por exemplo, há bancos bem antigos que foram controlados por genros, como no caso do Itaú. E outros que tiveram a história de um “estagiário” que mais tarde se tornaria dono, como no caso do BTG Pactual.